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domingo, 17 de janeiro de 2010

ILUSTRE BRASILEIRA

Como é do conhecimento de todos, Dra. Zilda Arns Neumann faleceu no dia 12, durante o trágico terremoto que se abateu sobre o Haiti.

Possuidora de um enorme espírito evangélico foi um exemplo de vida e seu trabalho reconhecido mundialmente.

Era médica pediatra, especializada em Saúde Pública, Fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança Internacional, coordenadora Nacional da Pessoa Idosa e irmã do Arcebispo emérito de São Paulo D. Paulo Evaristo Arns.

O primo da doutora, bispo prelado de São Félix do Araguaia (MT) Dom Leonardo Steiner, conduziu as últimas homenagens antes do sepultamento ocorrido no dia 16.

Abaixo segue trechos de um longo discurso elaborado por ela que exalta sua preocupação com as crianças, com a família e a solidariedade ao próximo.

Suas palavras nos remetem ao fato de que, independente de religião, cor, posição social e política, tornam-se necessárias ações pessoais e conjuntas, voltadas para a semeadura da paz e edificação de um mundo mais digno para todos.

Trechos de um discurso da Dra. Zilda Arns:
(...) A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum, que aprendemos com nosso mestre Jesus: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenha em abundância" (Jo 10.10).
Espera-se que os agentes sociais continuem, além das referências éticas e morais de nossa Igreja, ser como ela, mestres em orientar as famílias e comunidades, especialmente na área da saúde, educação e direitos humanos.(...)

(...) A Igreja, que somos todos nós, que devíamos fazer?
Tive a seguridade de seguir a metodologia de Jesus: organizara as pessoas em pequenas comunidades; identificar líderes, famílias com grávidas e crianças menores de seis anos. Os líderes que se dispusessem a trabalhar voluntariamente nessa missão de salvar vidas, seriam capacitados, no espírito da fé e vida, e preparados técnica e cientificamente, em ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania. Seriam acompanhados em seu trabalho para que não se desanimassem. Teriam a missão de compartilhar com as famílias a solidariedade fraterna, o amor, os conhecimentos sobre os cuidados com as grávidas e as crianças, para que estes sejam saudáveis e felizes. Assim como Jesus ordenou que considerassem se todos estavam saciados, tínhamos que implantar um sistema de informações, com alguns indicadores de fácil compressão, inclusive para líderes analfabetos ou de baixa escolaridade. E vi diante de mim muitos gestos de sabedoria e amor apreendidos com o povo. (...)

Minha homenagem a esta mulher fantástica, que foi e será um exemplo para todos pela sua dedicação, solidariedade e amor ao próximo.

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