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sexta-feira, 18 de junho de 2010

TRABALHO X OBESIDADE


Considerando que, entre duas pessoas que participam de uma seleção para trabalho e possuam as mesmas competências profissionais, sendo uma magra e a outra obesa, na maioria das vezes a primeira será contratada.

Dessa forma, a imagem pessoal no trabalho também está aliada a este fator e segue um texto da autoria de Abraham Shapiro que ilustra a questão:

”De acordo com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, 11 milhões de brasileiros com 20 anos ou mais são obesos. Os dados abertos mostram que 9% da população masculina e 13% das mulheres pertencem aos números. Se considerarmos também a população que está acima do peso ideal, o total salta para quase 40 milhões de pessoas.

Ao confrontar esses dados com a situação nas empresas, chega-se a uma triste conclusão: não é fácil para o obeso conseguir emprego.

Todos sabemos que o preconceito contra o obeso existe. É um fator que complica a vida e estreita seu horizonte profissional. Fui conversar com a diretora de uma empresa multinacional e ela apontou as razões implícitas na dificuldade de contratação de pessoas obesas.

Ela mencionou as dificuldades dos obesos para ocuparem vagas que exigem uma exposição maior da imagem corporal. Não se trata das empresas fazerem questão de 'pessoas bonitas', mas porque a estética física parece estar ligada à idéia de saúde e de uma boa relação das pessoas com o próprio corpo.

Além disso, os obesos têm dificuldade em acompanhar a agilidade motora dos magros em cargos que exigem isso. Profissionais obesos têm maiores índices de comorbidade, de faltas ao trabalho relacionadas a problemas de saúde e maiores índices de licenças médicas.

Com um mundo jogando contra, é compreensível o surgimento de associações de obesos, como a Associação Americana para da Aceitação dos Gordos, que busca defender os direitos do cidadão obeso norte americano. Eles reclamam de aumento nas recusas das seguradoras de saúde, além do risco de pagarem mais caro por passagens aéreas.

É importante que a sociedade compreenda que a obesidade é uma doença crônica, ainda sem cura, mas que está longe de ser uma fraqueza de caráter ou um desleixo com a vida pessoal. Ressalte-se que obesidade tem tratamento. E um acompanhamento psicológico pode ser um agente coadjuvante de excelente utilidade para se acelerar o alcance de resultados.”
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Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. Sua filosofia de trabalho, em uma só palavra, é: simplicidade. Contatos: shapiro@shapiro.com.br ou (43) 8814 1473

Um comentário:

Searle Oliveira disse...

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